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Fórum do Evidosol/Ciltec-online • Exibir tópico - A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica
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A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Seg Jun 06, 2011 10:49
por Evidosol
A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

Autor(es):
Liliane Scarpin S. Storniolo - liliane.ss em unitins.br

Resumo: Resumo
Analisar- se- á neste artigo a transposição da obra literária “A dona da história” de João Falcão para o Cinema através da transcrição de falas das personagens, observando-se as digressões no tempo ocorridas no decorrer da narrativa fílmica.
A abordagem teórica será feita através da semiótica de origem francesa partindo-se do conceito da estrutura elementar da significação geimasiana (Percurso Gerativo do Sentido) que nos possibilita um conhecimento intertextual, sendo assim, também é importante focalizar nesse contexto a Análise do Discurso com base nos estudos propostos por Mikail Bakthin.

Link:

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:06
por acris
Liliane,
seu trabalho me deixou com gosto de quero mais... muito legal!
é uma pesquisa em andamento?

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:14
por Liliane Scarpin
Olá!
Não já fiz a pesquisa, realmente é muito interessante analisarmos um texto na perspectiva da semiótica greimasiana.

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:38
por Liliane Scarpin
Analisaremos o desenvolvimento da narrativa através do recorte anacrônico do discurso, ou seja, analepse , Carolina com dezoito anos contando e vivendo sua história em contraposição com Carolina vivendo sua história na ordem cronológica (a partir do momento que ambas se encontram), contemporânea serão apresentados nos textos recortados apenas as falas da personagem citada, para tanto usaremos “C1” quando se tratar da personagem no passado e “C 2” quando se tratar da personagem no presente.
A transcrição das falas das personagens segue a convenção da Análise da Conversação. A transcrição das falas obedece a uma série de convenções que sinalizam os diferentes aspectos que marcam as conversas (ou trecho de conversas) nos diversos momentos do filme.
Marcuschi (2003) afirma que não existe uma transcrição melhor que a outra. O pesquisador deverá realizar a transcrição de acordo com os objetivos da pesquisa e assinalar o que se mostra como fundamental para a sua pesquisa. A transcrição será, portanto, simples e sem sobrecarga de símbolos que possam comprometer o entendimento dos elementos da conversação. Seguiremos as orientações para as normas de transcrição elencadas por Dionísio (2006) que foram estabelecidas pelo Projeto NURC, Projeto de Estudo Coordenado da Norma Urbana Linguística Culta, sob orientação do professor Dino Pretti.

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:39
por Liliane Scarpin
Ao fazermos uma análise semiótica sobre uma narrativa fílmica, focalizaremos a retórica utilizada pelo enunciador que é o narrador-personagem e a partir do seu discurso investigaremos como o sujeito (enunciador) articula as palavras através da argumentação e de sua postura diante de seus espectadores (enunciatários), sempre buscando adesão deles.
A retórica preocupa-se mais com a adesão do que com a verdade, o objetivo de quem a exerce é obter assentimento dos enunciatários à tese que apresenta. A verdade ou a falsidade da mesma é uma questão secundária, é um simulacro, situações de comunicação apreensíveis por meio de enunciados. Trata-se da busca de contratos de veridicção.
Para a semiótica os sujeitos da enunciação são seres de linguagem, então há a união perfeita entre a retórica e a semiótica no objeto que será investigado.

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:40
por Liliane Scarpin
O discurso que investigaremos é representado em uma análise semiótica com base na teoria de Algirdas Julien Greimas, Percurso de Geração de Sentido do texto e abordará as peripécias do enunciador por meio de uma narrativa fílmica para convencer seus enunciatários sobre o que acredita ser a felicidade.
O primeiro fragmento do nosso objeto de estudo trata-se da transcrição da fala do narrador-personagem no início do filme.
A narrativa filmica é de natureza espetacular e tem uma dimensão escópica (aguça os sentidos, especialmente a visão) marcada por um tipo de relação de visibilidade: um sujeito que vê e outro que é visto. É nesta relação de visibilidade entre esses dois actantes da comunicação que se efetua a transmissão de um enunciado, é uma via de mão única. Não há uma interlocução imediata, direta para um determinado fazer: assistir ao filme. O espectador não tem como efetivamente interagir ou interferir no conteúdo da mensagem veiculada, constituindo-se no momento da recepção um receptor passivo.
Um enunciador (Carolina) comunica ao enunciatário (espectador) os valores postos em jogo (objeto-valor), em nossa análise inicial, a apresentação da personagem lhe atribui competência modal e semântica.
O discurso feito pelo enunciador nos textos que analisaremos é sempre em primeira pessoa e objetivo, com linguagem de fácil entendimento, comum do cotidiano, exaltando sua história.

Texto 1
“Isso é um filme...a vida que a gente vive é como um filme que a gente vê no cinema.
A vida é uma história que a gente escreve...eu não quero ser uma atriz...eu quero ser uma personagem...tudo o que existe no mundo, existe para a minha história acontecer, os lugares por onde passo são só cenários para que aconteça a minha história.
Essa é a casa da personagem principal...eu. Esse é o cachorro da personagem principal, essa é a minha mãe...
O Rio de Janeiro é assim lindo, só pra ser o cenário da minha história.
Esta é a praia onde venho com minha amiga Maria Helena...e quando a gente menos espera acontece alguma coisa na nossa vida e a história vai e começa.”
Na transcrição das falas da personagem vemos que sua competência e a performance caracterizam-se pelo poder de estar falando com os expectadores acerca de sua própria história, ou seja,essa modalidade se manifesta pela personagem ter “poder” sobre sua história.

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:42
por Liliane Scarpin
O propósito da persuasão é convencer, legitimar, justificar, explicar, definir, anunciar, tranquilizar, definindo a realidade de acordo com certas percepções, crenças e interesses, para exercer alguma influência sobre outras pessoas (HALLIDAY in MATOS, 1994, p.91).
No objeto de nossa investigação o enunciador apresenta-se como personagem principal de uma história que vai acontecer, para isso apresenta todos os coadjuvantes e os lugares (espaço) onde se realizará sua história, como se tudo existisse em função dela.
Nesse fragmento a personagem apresenta-se em estado pleno de euforia sem que haja nada para desfazer seus planos.
A personagem através do seu discurso busca estabelecer um contrato de confiança e persuadir os espectadores, pois fala diretamente com eles através das câmeras.
[...] na persuasão que procura provocar o fazer do outro, o fazer persuasivo inscreve seus programas modais no quadro das estruturas da manipulação. [...]a persuasão manipuladora só pode montar seus procedimentos e seus simulacros como estruturas de manifestação, destinadas a afetar o enunciatário no seu ser, isto é, na sua imanência. (GREIMAS; COURTÉS, 2008,p. 368)

A manipulação do enunciador realiza-se pelo fazer persuasivo, enquanto ao enunciatário cabe o fazer interpretativo, ou seja, atender aos apelos do enunciador.
Tanto o processo de persuasão de enunciador, quanto de interpretação do enunciatário, se realiza interdiscursivamente. É no nível das estruturas discursivas que as relações argumentativas entre enunciador e enunciatário se revelam. Nesse caso, a exibição do filme organiza-se sobre o esquema de manipulação de Greimas que considera também a cena comunicativa e com isso se distingue a manipulação do ponto de vista do enunciador e do enunciatário.
A manipulação por persuasão é utilizada através dos personagens da história, o enunciador-manipulador consegue aproximar-se dos enunciatários utilizando sua retórica e agindo como se tivesse os mesmos problemas e desejos de toda pessoa comum, afinal toda pessoa comum gostaria que sua vida fosse um filme.
Para que o enunciatário seja convencido ou persuadido é necessário acreditar que:
a) o enunciador- manipulador pode dirigir-se ao enunciatário como se fosse alguém próximo, pois fala como uma pessoa comum, como se cada um pudesse dirigir sua vida da mesma maneira que se escreve uma história “...a vida é uma história que a gente escreve...”;
b) o enunciador-manipulador quer ser aceito como um amigo íntimo do enunciatário “...a vida que a gente vive é um filme...”;
c) o fazer persuasivo do enunciador segue-se ao fazer imperativo do destinatário que pode reconhecer como seus os valores empregados na manipulação e acreditar ou não na sinceridade do enunciador.
Ao constatarmos tais fatos, entendemos que é a decisão do enunciador que o faz querer manipular e é a execução que faz dele, efetivamente, um manipulador. Condicionado pelo fazer imperativo, ao simulacro de verdade construído pelo enunciador, deve passar pela decisão do enunciatário em aceitar ou recusar a manipulação para então agir ou não conforme a vontade do manipulador.

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:43
por Liliane Scarpin
A estratégia da sedução mobiliza os sentidos, buscando a atração do enunciatário através do encantamento. Seduzir significa pôr em suspensão o razoável em favor do prazer, seu objetivo não é convencer, mas fascinar pela saturação dos sentidos, obter a adesão por uma implicação no processo em andamento (Soares,1995, p.11).
Na transcrição do segundo fragmento do discurso de Carolina é o momento em que ela tem seu primeiro encontro com Luís Cláudio e faz com que ele acredite que ela compartilha dos mesmos sonhos que ele usando sua sedução com poucas palavras, porém bem colocadas no momento oportuno.

Texto 2
“Carolina 1: - Eu conheço você?...você costuma me seguir?
‘Um sueño que se sueña solo és só um sueño, pero um sueño que se sueña junto és realidad.’”

O maior apelo do filme dá-se após esse pequeno diálogo, pois as cenas são feitas dentro de uma passeata estudantil contra a repressão e quando Luís Cláudio abraça Carolina há a repressão de fato, são atirados contra os estudantes jatos d’água, cavalos, bombas de gás de efeito moral e os policiais ainda os agridem com cacetetes, enquanto as imagens vão passando em câmera lenta é cantada também devagar a música “Canta Brasil” em um ritmo não menos lento.
A antítese entre a letra ufanista e a violência policial reforçada por uma montagem eficiente e pela filmagem em 60 quadros por segundo (que faz a imagem aparecer mais lenta, a imagem normal é filmada a 24 quadros por segundo) tornam essa uma das mais belas sequências desse tema filmadas nos últimos anos. (MAXWEL, 2004)

Mesmo que o espectador não tenha vivido nessa época deixa-se levar pela indignação desse período político quando as opiniões das pessoas não eram ouvidas, mas combatidas com violência extrema.
Há cumplicidade do público com o casal apaixonado, pois pela circunstância em que se conheceram (momento definido pelo diretor como “o baile de Romeu e Julieta”) prevê-se um namoro conturbado, pode-se dizer que o enunciatário foi seduzido pela composição da cena.

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:44
por Liliane Scarpin
O programa narrativo elementar define-se como um enunciado de fazer que rege um enunciado de estado. Faz a integração entre estados e transformações.
Retomaremos o primeiro texto analisado e o representaremos segundo o modelo de programa narrativo sugerido por Diana Barros.

PN = F [ S1 → ( S2 ∩ Ov ) ]
F = função
→ = transformação
S1 = sujeito do fazer
S2 = sujeito do estado
∩ = conjunção
U = disjunção
Ov = objeto-valor

No primeiro texto o narrador-personagem Carolina apresenta-se, portanto é o sujeito do fazer, enquanto isso o espectador não pode interagir com ele, sendo assim sujeito de estado.

F ( apresentar-se) [ S1 ( Carolina) ∩ Ov ( história)]

Na mensagem fílmica por tratar-se de um texto oral, portanto, não estático, optamos a nos limitar a essa representação do Plano Narrativo simples, mas elementar, visto que , podemos observar a movimentação entre os sujeitos da narrativa. Então esquematizaremos desta maneira :

S1 ∩ S2 → Ov
OU
S1 U S2

Sabendo-se que S1 é o sujeito do fazer (enunciador) e S2 é o sujeito de estado (enunciatário) mostramos duas representações: na primeira delas S1 está em conjunção com S2 e por isso conseguem a transformação através da função do enunciador, ou seja, o enunciador consegue persuadir o enunciatário.
Na segunda representação S1 aparece em disjunção com S2, essa representação indica que o enunciatário não foi persuadido pela função do enunciatário, portanto não houve a transformação em relação ao objeto-valor.
No primeiro caso o enunciatário aceita a manipulação do enunciador, já no segundo não se deixa manipular, ou seja, pode assistir ao filme sentir-se tocado pelo enunciatário ou pode sair da sala durante sua exibição, não podemos prever, como já dissemos, o filme pode ser uma via de mão única ou dupla, por esse fato foram feitas as duas representações mostrando visões opostas dentro do Programa Narrativo.

Re: A dona da história: A retórica do enunciador e a semiótica na narrativa fílmica

MensagemEnviado: Qui Jun 09, 2011 02:44
por Liliane Scarpin
São chamadas modalizações das paixões na teoria greimasiana um estado de alma que nos afeta, como efeitos de qualificações modais (o querer, o dever, o poder e o saber), que na narrativa modificam a relação dos valores (querer ser, dever ser, poder ser, saber ser). Essas modalizações dão origem às competências do sujeito operador que no texto investigado serão virtualizantes e atualizantes.
O sujeito operador apresenta inicialmente suas competências virtualizantes, dizendo o que deve e o que quer fazer, contar sua história com total autonomia e são também atualizantes, afirma que sabe e que pode fazer uma história perfeita.
Diz que tudo existe, os espaços, as pessoas, os objetos, para que sua história se concretize e deixa bem claro que se trata de um filme onde tudo é possível “... a vida que a gente vive é como um filme que a gente vê no cinema...” e que não quer ser uma atriz e sim uma personagem.