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Leitura literária e novos suportes tecnológicos: mitos e tensões

Autor(es) PEDRO BORGES PIMENTA JÚNIOR
Coordenação de mesa
Macrotema Linguagem e Tecnologia
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Local [fórum dia todo]
Horário 07/06/2017 - O dia todo
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Resumo

O presente artigo pretende discutir mais detidamente a tensão produzida pela utilização dos novos aparatos tecnológicos de leitura literária por um público ainda condicionado ao livro impresso. A partir da abordagem histórica de Roger Chartier e das reflexões sobre a indústria do livro, propostas por Pierre Bourdieu, o artigo chama a atenção para o estranhamento desse leitor com os novos suportes, fenômeno que precisa ser melhor estudado e que não pode ser ignorado, pois toda uma geração de leitores atribui ao suporte impresso grande valor. Some-se a isso o fato de que a maioria das obras mais significativas da literatura ocidental não seria lida de forma satisfatória sem se levar em conta o processo de produção de materiais impressos. Então, qualquer tentativa de desprezar a cultura do impresso e os modelos de fabricação e criação intelectual do livro empobreceria as iniciativas que visam ao desenvolvimento dos processos de leitura. Assim, partir da revisão bibliográfica empreendida neste trabalho, pretende-se demonstrar como o surgimento de novos suportes tem contribuído para o surgimento de um sistema literário composto por um público leitor, uma estética literária, um processo de autoria e uma prática cultural próprios.

Palavras-chave

tecnologia, leitura, literatura, Chartier, Bourdieu

Currículos
PEDRO BORGES PIMENTA JÚNIOR

Professor de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. Possui licenciatura em Letras, Especialização em Educação Profissional e, atualmente, cursa o Mestrado em Letras/Estudos Literários da Universidade Estadual de Montes Claros. Tem se dedicado ao estudo dos seguintes temas: leitura literária em meio digital, história do livro, educação profissional, Euclides da Cunha, alteridade, transcriação.